a lista de produtos russos que podemos boicotar no nosso dia-a-dia - À Volta das Panelas!

a lista de produtos russos que podemos boicotar no nosso dia-a-dia

Pode parecer ridículo e irrisório deixar de beber vodka russa. Mas se todos deixarmos de consumir produtos russos – quaisquer que sejam – pode fazer alguma diferença. Não só em casa, não só em Portugal, mas em todo o mundo.

É por isso que é importante fazer uma lista de quais as maiores exportações russas para o mundo. Para que todos possamos perceber onde estamos a dar dinheiro a empresas russas e para que todos possamos juntar-nos e trocar os produtos russos por alternativas menos hostis à paz no Mundo.

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Em Portugal, não vai encontrar muito produtos russos nos supermercados. Apesar de a Rússia ser o 13º maior mercado de importação do país, grande parte dos produtos importados dali (mais de 68%) são combustíveis minerais. E o que é que isso quer dizer? Que a Rússia é o maior fornecedor de petróleo a Portugal. Petróleo esse que a Galp refina e que depois vende para atestar o seu carro ou para produzir energia. Por isso, se quer realmente ter um impacto nas relações comerciais com a Rússia, procure marcas de combustíveis que não recorram a petróleo russo.

A Prio, por exemplo, já deu o primeiro passo e anunciou ontem que deixou de adquirir qualquer produto a "empresas russas ou relacionadas". Em 2021, isso representou 2,5% das compras da empresa.

Em alternativa, pode sempre andar menos de carro e gastar menos combustível. Além de reduzir o consumo de produtos russos, ajuda o planeta.

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Além do petróleo, a Rússia foi ainda o terceiro maior fornecedor de gás natural a Portugal. Não tem o peso que tem no fornecimento de gás natural à Alemanha, mas está a aumentar brutalmente. Para ter uma ideia, a Rússia só começou a fornecer gás natural a Portugal em Novembro de 2019 e, em pouco mais de dois anos, já se tornou o terceiro maior fornecedor. Se quer realmente fazer a diferença, opte por um fornecedor de gás natural que se comprometa a não comprar à Rússia.

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Em terceiro lugar na lista de importações, estão os metais, como ferro e alumínio. Eu sei que não é fácil, mas de cada vez que for ao Aki ou ao Leroy Merlin comprar alguma coisa para a sua casa, confirme de onde vem o ferro ou o aço. Se vier da Rússia, coloque de parte.

Em quarto lugar, surgem os produtos químicos (7,3%), fertilizantes, etc. Mais uma área onde deve olhar para o rótulo antes de comprar.

A seguir, vêm os produtos agrícolas (5%) e os plásticos e borrachas (4,4%). Finalmente, a madeira e aglomerados de cortiça (3,5%).

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No entanto, pode ainda encontrar matérias-primas russas em produtos produzidos noutros países. Por exemplo, no caso da vodka, muitas marcas são suecas (Absolut), finlandesas (Finlandia) ou polacas (Wiborowa). Outras são produzidas fora da Rússia, mas recorrem a matérias-primas russas. A famosa Stolichnaya é uma tradicional marca russa. No entanto pertence a um bilionário russo que deixou o país em conflito com o Kremlin. Hoje a empresa está sediada no Luxemburgo e quase toda a produção é feita na Letónia, um país da NATO. Mas grande parte do trigo usado na sua produção é russo.

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Por isso se quiser, mesmo boicotar todos os produtos russos é bom ver de onde vêm os ingredientes usados em cada um. Não basta riscar a vodka Russian Standard, o caviar Malossol ou a cerveja Baltika, todos vendidos nos supermercados portugueses. É preciso pesquisar de onde vem o alumínio, o ferro, os fertilizantes que compra para as suas plantas ou o trigo usado em alguns alimentos. Assim podemos criar uma verdadeira lista de boicote.

Para ajudar a mudar os nossos hábitos, faça uma lista de todos os produtos russos que encontrar e envie-nos por comentário, email ou mensagem directa. Vamos ajudar a acabar com esta guerra bárbara!

 

Somos todos ucranianos, onde quer que estejamos,

Ele

 

fotos: d.r.

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